Capacitação será obrigatória para atuar como vidraceiro


Está sendo elaborada uma norma que determina a qualificação mínima para profissionais do vidro. Entenda o que mudará e porque é preciso buscar conhecimento

11/07/2017

Está em andamento, ainda em fase inicial, a elaboração de exigências mínimas para a atuação do vidraceiro, assim como a definição de níveis de competências e especialidades. As mudanças serão benéficas e colocarão a profissão em um outro patamar, pois irá valorizar a categoria, resultando em mais vendas, uma vez que o usuário terá maior confiança no produto final. Entretanto, o conhecimento das normas e processos de instalação será fundamental, pois quem não se enquadrar nos requisitos acabará, naturalmente, eliminado pelo mercado.

 

“Se você faz do vidro sua profissão, você não pode ser amador, você não pode simplesmente alegar que desconhece uma norma técnica, que desconhece princípios básicos de alinhamento, de cálculos, de instalações, de adequações de materiais e, principalmente, de segurança do trabalho. Não adianta trabalhar a semana inteira e não ter tempo para se profissionalizar. Se você comete o mesmo erro todo dia, ou nem sabe que está errando, como vai evoluir? Por isso a profissionalização é uma necessidade não um requisito”, reitera Claudio Acedo

 

Cassio Ghiotti, diretor técnico da I Love Glass Consultoria Treinamento, avalia que a norma não eliminará profissionais do mercado, pelo contrário, vai oferecer parâmetros para que eles se qualifiquem cada vez. “Eu acredito que a norma oferecerá pré-requisitos para que tenhamos uma grade de ensino, podendo ser completa ou por formação continuada, como já existe em outros setores industriais”, afirma.

 

Apenas profissionais ruins, que denigrem a imagem do setor, serão prejudicados, já que profissionais não qualificados, mas bem intencionados, poderão se capacitar. “Trabalhamos com produtos que envolvem a segurança de outras pessoas e as atividades acabam sendo aprendidas na casa dos clientes, entre erros e acertos”, completa Ghiotti.

 

O vidraceiro Ricardo concorda com a iniciativa, pois, assim como em outras profissões em que é necessário um diploma que comprove requisitos técnicos mínimos, deve ser com o mercado do vidro. “Muitos vidraceiros, como eu já fui, faz muitas coisas mas desconhece as normas.  Tem que ter conhecimento teórico do vidro, a finalidade de cada um e as normas técnicas. Tenho dúvidas em como se dará isso, como os vidraceiros que já estão no mercado serão avaliados, como será definido o nível e como se dará a especialização”.

 

O questionamento de Ricardo ainda não pode ser totalmente respondido, pois as reuniões ainda estão no início e ainda há um longo processo para finalização da norma. “Ainda estamos no início de tudo e as reuniões deverão perdurar por algum tempo. Depois de definidos os tópicos a norma ainda fica um ano sob consulta pública até entrar em vigor”. Francisco Marin, coordenador da norma, conta que no momento estão sendo definidas as exigências mínimas.

 

Marin explica que, no primeiro nível de habilidade, o vidraceiro deve saber instalar o vidro e seus componentes, estudar o vão e planejar a instalação, assim como fazer manutenções, podendo analisar, inclusive, instalações de terceiros. “Temos definido nos baseando em competências. Acreditamos que no primeiro nível de habilidade o vidraceiro deva saber estudar o vão, se curvo ou fora de esquadro, verificar o substrato, se há interferências dos elementos do ambiente, verificar iluminação, saber dimensionar e registrar isso num croqui e identificar que tipo de ferragem será aplicada”, descreve.

 

No momento, a comissão analisa quais são os tipos de instalação mínimo, como por exemplo, saber montar quadros e molduras, fazer divisão de ambientes, guichês, espelhos de pequenas dimensões, vidros decorativos em geral, porta de correr, etc. Quem estiver nesta primeira categoria não poderia fazer instalações acima de uma certa altura, com vidros de dimensão jumbo, porque tem que entender o peso daquele vidro e o risco da instalação. A equipe está analisando, na verdade, como definir e dividir essas funções, se por tipo de instalações ou tipo de vidro, temperado, laminado, etc, ou tipos de interferências, vidros maiores, do chão ao teto, curvo. 

(Foto: Divulgação Stanley)

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